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Ele foi eleito com 53,32% e pôs fim a 16 anos de administração do Partido dos Trabalhadores na capital gaúcha. O candidato do PT, Raul Pont, obteve 46,60% dos votos, sete pontos percentuais abaixo do adversário.
Ao lado do vice, Eliseu Santos (PTB), e cercado pela mulher, Isabela, e pelos quatro filhos, José Fogaça concedeu, por cerca de uma hora, entrevista coletiva à imprensa.
Manter x mudar
Fogaça voltou a afirmar o que insistentemente pregou durante a campanha no primeiro e no segundo turnos: "Vamos manter as coisas boas e mudar o que é preciso", creditando grande parte da vitória a essa proposta, que, segundo ele, "reflete o desejo de mudança da população, mas uma mudança segura, sem rompimentos, construtiva", disse.
Nesse sentido, o prefeito eleito garantiu, mais uma vez, que preservará o Fórum Social Mundial e o Orçamento Participativo na capital. "O Fórum começa no dia 26 de janeiro, e eu tomo posse no dia primeiro, de modo que não poderei realizar inovações. Mas garanto que me empenharei pessoalmente para garantir o sucesso do evento", declarou Fogaça a jornalistas, vereadores, deputados, outros políticos e milhares de militantes, que acompanhavam a entrevista do lado de dentro e também de fora do comitê.
Composição
José Fogaça não esconde o descontentamento ao ser perguntado sobre a participação dos partidos que o apoiaram no segundo turno no governo municipal e se limita a afirmar que "ainda não há nada decidido. Isso vai ser construído em consonância com o PTB (partido da coligação)".
Especulações em torno do nome do vice, Eliseu Santos, que é médico há 30 anos, dão conta de que ele poderia ser o secretário da Saúde. Eliseu não confirma, mas não nega. "Serei um soldado em prol da cidade", desconversou. Outros nomes, são pura especulação. De concreto, Fogaça disse que instalará o mais breve possível a equipe de transição. "Não descansarei. Começarei amanhã mesmo a trabalhar pela cidade", declarou.
Derrota do PT
O prefeito eleito evitou avaliar a derrota do adversário, Raul Pont, e do PT nas outras duas cidades (Caxias do SUl e Pelotas) nas quais o partido disputou o segundo turno. Perguntado se seria uma influência negativa do governo Lula, ele foi categórico. "Não, até porque aqui não houve federalização da campanha. Nenhum dos candidatos de oposição usou Lula para criticar o adversário".